Obstetra: O que faz e O que é preciso para atuar na Obstetrícia

obstetra checando batimento-cardiaco
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Você até já deve ter ouvido falar em obstetra e ginecologista, especialmente se você for mulher.

No entanto, você sabe do que se trata cada uma destas especialidades? Quais suas diferenças e semelhanças? Como é o mercado de trabalho e salário de um especialista em obstetrícia e onde você pode encontrar vagas nesta área?

Neste artigo você vai ter as respostas para todas estas perguntas e saber tudo a respeito da obstetrícia, afinal, engana-se quem pensa que todo ginecologista é obstetra.

Na verdade, ambas as áreas podem trabalhar juntas, pois a obstetrícia é uma especialização da área ginecológica, que cuida de toda a parte gestacional.

Contudo, um ginecologista e um obstetra possuem atuações distintas em busca de uma melhor qualidade de vida para a mulher.

Por esta razão que este artigo foi criado. Com o objetivo de te ajudar a entender melhor como cada especialidade funciona e como você estudante de medicina pode se especializar e passar a atuar nestas áreas.

Boa leitura!

O que é um obstetra?

Função do obstetra.

O obstetra é o médico responsável por cuidar de todos os processos de uma gestação, garantindo que a mulher tenha uma gravidez saudável e um parto seguro e o mais confortável possível.

Ou seja, é este especialista que deve assegurar uma taxa de nascimentos bem-sucedidos e sem prejuízos ou riscos à vida das futuras mamães.

Por esta razão, é importante que todas as gestantes façam o acompanhamento com este especialista, a partir do momento que decidem engravidar.

Isso porque, será possível a realização de exames, que permitam ao médico verificar como anda a saúde tanto da mãe quanto do bebê.

É recomendado que após a confirmação da gravidez, a consulta com o obstetra de pré-natal seja feita, ao menos, uma vez por mês até aproximadamente a semana 35. Depois deste período, as consultas podem ser feitas a cada 8 ou 15 dias dependendo de cada caso.

Durante o pré-natal, o médico obstetra pode solicitar exames como de sangue e as ultrassonografias para verificar os níveis hormonais da mulher estão adequados, a capacidade ovulatória e a saúde do assoalho pélvico, por exemplo.

Vale ressaltar que há sim diferença entre os médicos obstetras e ginecologistas (da qual, detalhamentos mais abaixo).

O que é a obstetrícia?

Como informamos acima, tanto o ginecologista quanto o obstetra possuem papéis distintos. Contudo, por mais que sejam profissionais diferentes, ambos atuam juntos em busca de uma melhor qualidade de vida para as mulheres. 

Prova disso, é a obstetrícia que trata-se de uma área dentro da ginecologia responsável por cuidar de todo o processo relacionado à gravidez, desde o processo de gestação até o pós-parto.

A palavra “obstetrícia” vem do latim e significa “ficar ao lado”, ou seja, é uma boa representação da importância da atuação desse especialista ao lado da mulher, você não concorda?

Afinal, é ele o responsável por garantir que tudo ocorra bem durante e após a gestação – oferecendo toda assistência e auxílio para um parto bem-sucedido e, pelo menos, nos primeiros 42 dias após o  procedimento.

Fora isso, por este profissional ser o responsável pelos aspectos relacionados à reprodução humana, ele também pode dar o suporte aos casais que planejam aumentar a família.

Até mesmo para aqueles que estão com dificuldades em engravidar – realizando uma pesquisa aprofundada dos motivos que estão levando a isso e apresentando soluções para o problema.

É fato que por ter conhecimentos ligados aos órgãos reprodutores femininos que os profissionais da área tem sua atuação bastante associada à ginecologia.

Inclusive, grande parte destes médicos ginecologistas buscam se especializar em obstetrícia, visando um cuidado completo com a saúde feminina.

A seguir, você pode tirar todas as suas dúvidas sobre o que faz um obstetra, quais problemas ele costuma abordar e tratar e como funciona todo este processo de tratamento na obstetrícia. Veja!

O que faz um obstetra?

Como destacamos acima, o obstetra cuida de toda a gestação, desde o seu planejamento até o período de pós-parto.

Por isso, é recomendado que as consultas com este médico sejam realizadas a partir do momento da descoberta da gravidez, como forma de garantir a boa saúde da mamãe e do bebê.

Outro ponto a se destacar é que este médico também acompanha o parto e o pós-parto, atentando-se aos aspectos fisiológicos e patológicos.

Ou as consultas podem ser iniciadas até antes deste período, visto que este especialista pode ajudar a mulher a se planejar para este momento tão importante da vida dela.

Assim, ele ajuda o público feminino no planejamento familiar, utilizando de técnicas e conhecimentos que aumentem a qualidade de vida delas – prevenindo, diagnosticando e tratando possíveis doenças e complicações que possam surgir.

Claro que todas estas realizações só são possíveis por meio das consultas e dos exames pré-natal durante toda a gestação, considerando que o obstetra pode definir os tratamentos adequados e intervenções terapêuticas para ajudar em cada caso e solicitar exames específicos.

Além disso, ele pode ser auxiliado pelo ginecologista com consultas periódicas.

Sendo assim, como já ressaltamos por aqui, por mais que estes profissionais tratem de problemas diferentes, eles trabalham juntos para garantir a boa saúde das mulheres, especialmente neste período tão emocionante para elas.

Quais problemas trata o obstetra?

obstetra aferindo pressao gravida
Problemas que a obstetra trata.

A gravidez é um momento único na vida da mulher, porque além de aguardar a chegada do bebê, seu corpo passa por mudanças significativas.

Porém, é comum surgirem problemas neste período que precisam ser diagnosticados e acompanhados pelo médico obstetra. Entre as doenças mais comuns da gravidez, podemos citar:

  1. Pré-eclâmpsia: geralmente se manifesta na primeira gestação e terceiro trimestre e é uma doença hipertensiva;
  2. Diabetes gestacional: ocorre após a  26ª semana de gravidez e está relacionada ao histórico familiar da mãe e alto ganho de peso na gravidez;
  3. Anemia: costuma ocorrer nas últimas semanas e coloca o parto em risco para a mãe o bebê. Tem relação com uma maior absorção de ferro, consequência de uma  extensão do volume líquido no corpo da gestante;
  4. Infecção urinária ou cistite: pode ser causada por alterações anatômicas e funcionais das vias urinárias e rins e se não tratada pode colocar em risco a gravidez;
  5. Vaginose: esta doença é decorrente da baixa imunidade na gestação,  indica-se que ela pode ser causada por estresse e geralmente é associada à ruptura da bolsa e o trabalho de parto prematuro.

Obviamente, que há muitas outras doenças que podem acometer as mulheres grávidas e muitas nem sempre possuem sintomas. Por isso, é indispensável a consulta com o obstetra durante e após este período, como forma de garantir uma boa gravidez, parto e pós-parto.

Como funciona o tratamento na obstetrícia?

obstetra fazendo ultrassom
Funcionamento do tratamento na obstetrícia.

Seja para planejar uma gestação, seja para fazer o acompanhamento dela, o médico obstetra é importante em todo o processo.

A mulher precisa comparecer a este especialista assim que descobre a gravidez, recebendo um suporte completo até o dia do parto e também no pós-parto, garantindo o bom desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe.

Geralmente, a consulta de pré-natal deve ser iniciada entre a 6ª e a 8ª semana de gestação. E sua ocorrência pode variar conforme cada caso, afinal, se for uma gravidez de risco é recomendado procurar o médico mais vezes.

Já as consultas de acompanhamento ocorrem em intervalos de cerca de 4 semanas até a 28ª semana; de 2 semanas entre a 26ª e a 36ª semanas. e semanalmente até a data do parto.

Após o nascimento do bebê, recomenda-se o retorno da paciente entre 7 a 10 dias para verificar como anda sua saúde no geral.

Onde ocorre a atuação do obstetra?

Ao escolher trabalhar na área, você estará escolhendo uma especialidade reconhecida no Brasil e que oferece variadas formas de atuação, tais como:

  • Hospitais públicos ou privados;
  • Maternidades;
  • Clínicas e ambulatórios médicos;
  • Postos de saúde;
  • Centros de reprodução assistida;
  • Organizações não-governamentais;
  • Consultórios particulares;
  • Ou no ambiente acadêmico.

Leia também: Batimento cardíaco fetal: como saber se está normal, com tabela

Salário do obstetra

Conforme vimos acima, o obstetra é o médico responsável por cuidar de tudo relacionado à uma gestação – desde o seu planejamento até o pós-parto. Por este motivo, seu salário já chegou a ficar no ranking dos maiores salários da área médica em 2014.

Contudo, algumas coisas mudaram desde então. E, segundo a Lei nº 3.999, de 15 de dezembro de 1961, o piso salarial de um obstetra deve ser de três salários mínimos por uma jornada de 20 horas semanais.

Já um projeto Lei (2750/2011) em tramitação na Câmara dos Deputados busca alterar esse valor para R$ 9.000,00, com reajustes anuais.

Segundo site Salario.com, o valor médio do piso salarial 2022 para o cargo de Médico Obstetra em todo o Brasil é de R$ 5.731,50 para uma jornada de trabalho de 23h/semana.

Já pesquisas feitas pela Catho e Banco Nacional de Empregos (BNE) revelam uma variação de valores salariais que giram em torno de R$ 5.500,00 a R$ 18.000,00. Isso porque, foram considerados experiência dos profissionais da área e seus locais de atuação (que podem ser diversos, como você já viu por aqui!).

Inclusive,  já informamos o quanto o mercado da área médica é disputado e quanto ganha um médico recém-formado.

Quanto ganha um médico obstetra por parto?

Obstetras que têm interesse em trabalhar com gestão hospitalar podem encontrar bons salários, que variam de R$ 8.000,00 a R$ 19.000,00. Porém, em contrapartida, há aqueles que dizem que os obstetras não têm o que comemorar.

De acordo com o que foi apontado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR), há tempos que os planos de saúde não reajustam os honorários médicos.

Segundo apontado pelo conselho, os valores são pagos seguindo uma tabela de valor fixo, mas há planos que pagam melhor que outros.

De acordo com levantamento da revista Crescer, no SUS, o médico recebe mais por uma cesárea (R$ 387,30) do que por um parto normal (R$ 263,49). Nos convênios, a lógica é a mesma (até R$ 600 o parto normal e até R$ 1 mil a cesárea).

O que é preciso para ser um obstetra?

obstetra durante parto
O que é preciso para ser um obstetra?

O estudante que deseja seguir carreira como obstetra deve, antes de tudo, cursar uma faculdade de Medicina, com duração de seis anos. Lembrando que todos os profissionais de Medicina devem obter seu registro profissional do Conselho Regional de Medicina.

Após a conclusão do bacharelado, o estudante precisa concluir residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia e cursar uma pós-graduação na área.

O profissional formado em enfermagem também pode fazer uma especialização em obstetrícia para atuar na assistência da mulher no pré-natal, parto e pós-parto em situações de baixo risco.

Como é o curso de graduação em obstetrícia?

Se você está interessado na área, saiba que tem o curso bacharelado em Obstetrícia, Licenciatura e Especialização. Tudo vai depender de qual caminho você quer tomar na sua carreira.

O curso bacharelado na área dura cerca de quatro anos e compreende um ciclo básico que compreende disciplinas específicas do curso, formação geral e formação científica, podendo ter disciplinas adicionais para complementar o ensino do aluno.

Quanto tempo leva para se especializar em obstetrícia?

Costuma durar cerca de 10 anos ou mais. Isso porque, contemos os seis anos de graduação em Medicina, os dois/quatro de residência médica e a pós-graduação na área que costuma durar em torno de 18 meses.

Como é o mercado de trabalho para o médico obstetra?

obstetra ultrassom
Mercado de trabalho para o médico obstetra.

Como visto mais acima, o mercado de atuação na área obstetrícia é amplo e o salário varia conforme a área escolhida.

Você pode atuar tanto em hospitais públicos e privados, quanto em ONGs e ambulatórios, por exemplo. Também pode abrir seu próprio consultório, se preferir.

Desta forma, não é difícil entender o porquê da Ginecologia e Obstetrícia ser uma das carreiras médicas mais procurada pelos médicos recém-formados no Brasil. Segundo levantamento de 2020 da Demografia Médica no Brasil, são mais de 30 mil profissionais desta especialidade atuando no país.

Qual é a diferença entre ginecologista e obstetra?

obstetra parto
Ginecologista x Obstetra.

Como já abordamos neste artigo, as áreas de ginecologia e obstetrícia podem até atuar juntas visando um tratamento completo da saúde da mulher, visto que ambas estudam os órgãos reprodutores femininos.

No entanto, são áreas que possuem diferenças entre si, das quais você confere mais abaixo.

É claro que a principal diferença que você até já deve ter percebido no decorrer deste artigo é que a a obstetrícia estuda, diagnostica e trata questões relacionadas à reprodução humana, sendo, inclusive, quem auxilia a mulher durante todo o período gestacional, do pré-natal ao pós-parto, e até mesmo durante o planejamento da gravidez.

Com isso, podemos destacar que é o obstetra o médico responsável por orientar o pré-concepcional, diagnosticar a gravidez, acompanhar o desenvolvimento do bebê e como está a saúde da mãe na gestação e pó-parto, avaliar a saúde do assoalho pélvico e realizar o parto com segurança para os dois.

Enquanto que a ginecologia se responsabiliza pela saúde da mulher, focando em seu aparelho reprodutor. Sua atuação é feita durante toda a vida da mulher, passando pela adolescência  até a velhice, independentemente de estar grávida ou não.

Ou seja, recomenda-se que a mulher se consulte com o ginecologista desde a sua primeira menstruação até o período pós-menopausa.

Sendo assim, é por meio das consultas periódicas com o ginecologista que será possível a identificação de doenças que podem envolver não somente o sistema reprodutor feminino, mas outros sistemas como o endócrino – das quais podemos citar: cistos no ovário, doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), corrimento vaginal e mioma uterino, por exemplo.

Fora isso, é o ginecologista o médico responsável por investigar a causa de infertilidade do casal e os motivos de alteração do ciclo menstrual da mulher, além de recomendar o melhor método de anticoncepção.

Agora que já sabe as diferenças entre o médico obstetra e o ginecologista, vai depender de você se quer ou não se  especializar mais em uma do que em outra, ou ainda, nas duas. Independente da sua escolha, saiba que a sua busca por emprego na área da saúde pode ser mais fácil do que imagina. Veja a seguir!

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Emprego na obstetrícia.

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Conclusão

O obstetra e a ginecologia podem ter suas diferenças, mas ambos são importantes para a vida da mulher, seja durante uma gestação ou não.

Contudo, o obstetra não cuida só da mulher, mas sim, do seu bebê – tendo então um cuidado redobrado em suas mãos.

Apesar das grandes responsabilidades, é um mercado promissor e que atrai cada vez mais médicos, considerando a ampla área de atuação e os salários que podem chegar a variar e alcançar grandes números.

Porém, ser um especialista em qualquer área médica exige um grande esforço por parte dos estudantes e na obstetrícia não é diferente. São anos de estudo e dedicação.

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