Escala de enfermagem: quais são os tipos e como montar uma

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A escala de enfermagem é um cronograma de grande importância para o dia a dia de uma clínica ou hospital. Ela é o documento principal que irá formalizar a gestão dos profissionais, alocando-os em horários específicos para que eles consigam atender às necessidades da equipe médica e dos pacientes.

Porém, é justamente por ser tão importante que a escala de enfermagem traz transtornos, já que lida com um tema sensível, que é a jornada de trabalho do enfermeiro, que precisará conciliar sua vida profissional com a pessoal. Não à toa, o profissional que faz esse tipo de documento precisa ser um gestor com ampla capacidade de circular entre os pares, além de ter conhecimento sobre a legislação vigente de seus comandados.

Se você é um gestor ou mesmo um profissional que busca entender melhor como é feita uma escala de enfermagem, continue conosco, pois, neste artigo, iremos mostrar do que se trata esse cronograma, além de mostrar como pode torná-lo mais eficiente. Vem com a gente!

O que é escala de enfermagem?

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O que é escala de enfermagem?

A escala de enfermagem é um cronograma que organiza as horas em que os enfermeiros irão trabalhar durante um determinado período (seja ele diário, semanal, quinzenal, mensal ou anual).

Ou seja, ela nada mais é do que um documento que organiza as jornadas de trabalho e as folgas de cada um dos colaboradores, de forma que toda a equipe consiga preencher os períodos necessários de atuação dentro da organização de saúde, além de conseguir seu merecido descanso.

Qual a finalidade da elaboração de uma escala de enfermagem?

A partir do momento em que é criada uma escala de trabalho, toda a equipe terá ciência dos horários aos quais deverá comparecer à clínica médica ou hospital e quando poderá folgar. Dessa forma, o time não ficará sobrecarregado e o profissional conseguirá seu descanso programado, o que deixa todos os profissionais mais produtivos e facilita que conciliem a vida profissional e pessoal.

As escalas de enfermagem normalmente são nomeadas da forma número x número, como, por exemplo, a 12 x 36, a mais comum no ambiente de enfermagem.

Nesse caso, o primeiro número se refere ao período trabalhado e o segundo ao período de descanso. Ou seja, são 12 horas de trabalho por 36 horas descansadas. Porém, veremos outros modelos mais adiante.

Qual a importância de se desenvolver uma escala de enfermagem eficiente?

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Qual a importância de se desenvolver uma escala de enfermagem eficiente?

Uma escala de enfermagem eficiente garante a segurança e o bem-estar não apenas dos pacientes mas, também, da equipe médica e de enfermagem que cuidará deles.

Quando bem elaborada, a escala de enfermagem possibilita que o profissional seja capaz de conciliar sua vida profissional e pessoal, conseguindo, assim, ser mais produtivo.

Além disso, a equipe inteira sempre estará disponível para conseguir assessorar os enfermos ao longo do seu período no hospital, do início da elaboração do prontuário médico até o momento da alta.

Ao organizar os enfermeiros de forma escalonada para que eles consigam se intercalar e sempre estar de prontidão para acompanhar a evolução da saúde do enfermo, o atendimento, o diagnóstico e a recuperação são sempre mais precisos.

Quem é o profissional responsável pela elaboração da escala de enfermagem?

A elaboração da escala de enfermagem é normalmente realizada pelo chefe de enfermagem da equipe, porém pode contar com os médicos, quem mais faz parte da gestão hospitalar ou até mesmo com a medicina do trabalho, dependendo da empresa.

Normalmente o enfermeiro-chefe ou enfermeiro assistencial define a escala de enfermagem avaliando toda a equipe médica, incluindo o período que o médico precisará contar com assistência dos enfermeiros.

Além disso, ele leva em conta a carga horária de trabalho prevista na legislação, que é de 44 horas semanais – apesar de alguns locais também permitirem a jornada de 30 horas –  as particularidades da unidade de saúde, o número de profissionais disponíveis e as habilidades e competências de cada membro da equipe.

Outro ponto importante é que deve haver diálogo e negociação com os demais profissionais da equipe para garantir uma escala justa e adequada às necessidades de todos, além de garantir uma maior segurança do paciente.

Quais são os tipos de escala de enfermagem no Brasil?

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Quais são os tipos de escala de enfermagem no Brasil?

As escalas de enfermagem geralmente são divididas por períodos. Abaixo, mostraremos as mais comuns em vigor no Brasil.

Diária

Pouco comum, a escala diária normalmente está inserida em outro modelo, como o semanal. Ela distingue o horário do profissional ao longo do dia.

Esse tipo de escala é menos comum uma vez que dá pouca flexibilidade para o profissional se programar.

Mensal

A escala mensal é a mais comum disponível entre os enfermeiros, na qual os horários de trabalho dos profissionais da saúde são definidos para cada dia do mês.

É importante lembrar que, em alguns casos, essa escala pode sofrer alterações em função das demandas da instituição de saúde.

Anual

A escala de enfermagem anual é mais abrangente, uma vez que define os horários de trabalho dos profissionais para todo o ano. Essa escala pode ser usada, por exemplo, em instituições que trabalham com um número fixo de plantões ou que necessitam de uma previsão mais precisa de seus recursos humanos ao longo do ano.

Além disso, esse modelo dá chance ao profissional para se programar em finais de semana e/ou feriados que precisa trabalhar.

Como funciona a jornada de trabalho de um enfermeiro?

A escala de trabalho também tem subdivisões por meio da jornada. Abaixo, mostraremos como elas funcionam.

Escala 6 por 1

A escala 6 x 1 é aquela na qual o profissional tem seis dias de trabalho e um de folga.

Nela, o profissional negocia quantas horas faz por dia quando ocorrerem variações no horário, para que consiga ter seu descanso e cumprir a carga horária obrigatória.

Escala 12 por 36

A escala de enfermagem 12×36 é o cronograma em que os profissionais de enfermagem trabalham por 12 horas, seguidas por um período de 36 horas de folga. Isso significa que um profissional de enfermagem trabalhará por 12 horas consecutivas e depois terá 36 horas seguidas de folga antes de voltar ao trabalho.

Escala 12 por 60

Semelhante à escala 12 x 36, a escala 12 x 60 é cada vez mais adotada por profissionais de enfermagem.

Nela o profissional trabalha por 12 horas seguidas e folga 60 horas. Dessa forma, ele completa 36 horas semanais de jornada.

Escala 24 por 48

Na escala 24 x 48, apesar de pouco comum, o enfermeiro trabalha durante 24 horas seguidas, tendo as 48 horas subsequentes para descanso.

Dessa forma, se o enfermeiro, por exemplo, entra no trabalho às 7h de domingo, ele encerrará às 7h de segunda-feira. Na teoria, esse profissional só poderá retornar ao trabalho na quarta-feira seguinte à jornada, porém veremos que a legislação atual prevê outra situação.

Qual o limite de horas seguidas que um enfermeiro pode trabalhar?

No Brasil, a jornada de trabalho estabelecida pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) é de 44 horas semanais, com um limite diário de 8 horas de trabalho.

No entanto, segundo a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) nº 543/2017, os enfermeiros podem trabalhar 12 horas seguidas em um regime de plantão de 36 horas semanais ou 24 horas seguidas para um regime de 24 horas semanais.

Entretanto, é importante destacar que o excesso de jornada de trabalho pode levar à fadiga, estresse e outros problemas de saúde física e mental, além de comprometer a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.

Como funcionam as horas extras no contexto desse limite?

Segundo o artigo 59 da Lei nº 13.467, de 2017, cada hora extra trabalhada pelo enfermeiro será acrescida de 50% a mais sobre a remuneração da hora normal.

É considerada hora extra aquela que acresce o limite diário estabelecido no contrato.

Como se faz uma escala de enfermagem?

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Como se faz uma escala de enfermagem?

Chegou o momento de descrever, de fato, como é feita uma escala de enfermagem. Abaixo, daremos dicas essenciais para a elaboração de um cronograma eficiente. Porém, não custa lembrar que cada caso precisa ser avaliado de acordo com sua necessidade e não existe uma fórmula mágica e única.

É preciso conhecer as questões legais que permeiam o tema

O primeiro e, talvez, mais importante ponto a ser avaliado é observar a legislação que rege a categoria, além de ver qual foi o regime de contratação de cada um dos funcionários.

Pode ser que, em uma mesma equipe, o profissional precise lidar com dois regimes distintos (por exemplo, um profissional contratado em 12 x 36 e outro em 24 x 48).

Além disso, é preciso tomar cuidado para que o profissional não exceda o limite de sete dias seguidos de trabalho estabelecidos pela CLT, quando for contratado pela escala 6 x 1.

Portanto, o gestor responsável sempre precisará estar em contato com a equipe, RH e, se possível, até mesmo o sindicato da categoria.

Avalie a frequência média de pacientes na clínica

Outra necessidade é avaliar a frequência média de pacientes na clínica ou hospital. É preciso saber qual é o período em que normalmente chegam mais pacientes. Apesar de não existir a possibilidade de prever o período onde chegará um enfermo, é possível estabelecer um fluxo de maior movimento para assim conseguir cobrir todos os buracos de acordo com a necessidade de demanda.

Tenha um bom alinhamento entre o gestor da escala e a equipe de enfermaria

Por fim, para evitar transtornos de forma pessoal, sempre deixe claro os critérios que são utilizados para a elaboração da escala junto à equipe, buscando sempre deixar claro que não privilegia profissionais A ou B.

O diálogo permite flexibilidade e até mesmo deixa os profissionais mais confortáveis. Cientes dos critérios, eles aceitarão de bom grado todo o cronograma.

Como fazer a gestão da escala de férias na enfermagem?

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Como fazer a gestão da escala de férias na enfermagem?

Escala de férias é sempre uma dor de cabeça durante sua elaboração. O principal e talvez maior conselho para fazer a gestão é o diálogo e programação.

No caso do diálogo, busque sempre entender os anseios e desejos de cada um dos membros de sua equipe. Pode ser que um profissional prefira viajar em períodos de baixa procura ou outro deseja ter seu descanso durante um evento específico.

Além disso, outro fator que costuma pesar são as férias escolares, no caso daqueles colaboradores que são pais. Portanto, tente sempre privilegiá-los para esses períodos.

Tendo esse diálogo, a programação fica mais precisa, menos sujeita a problemas e reclamações, e você conseguirá ter um cronograma que consiga atender sua equipe de forma justa e equilibrada.

Como a tecnologia pode ajudar na gestão da escala de enfermagem?

O advento da tecnologia veio para tornar mais assertivo todo e qualquer processo. E no caso da enfermagem, e até mesmo na elaboração de escalas, não é diferente.

O uso de softwares específicos ajudam na elaboração do cronograma e acompanhamento dele por cada funcionário. Dessa forma, cada um deles poderá avaliar seus horários de dias de trabalho, além de fazer com que o gestor consiga entender possíveis mudanças de fluxo para maior assertividade.

Softwares que auxiliam na elaboração e gestão da escala de enfermagem da clínica

Alguns softwares, como o Escala Plantões e Bizneo, por exemplo, ajudam na elaboração de cronogramas, preenchendo turnos e folgas sem infringir as legislações vigentes.

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Escala de enfermagem.

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Conclusão

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Escala de enfermagem.

Como visto ao longo do texto, a organização da escala de trabalho é tão necessária para o andamento de uma clínica ou hospital quanto a capacidade técnica e teórica dos profissionais de saúde.

Para conseguir criar uma escala assertiva e justa é importante contar com bons profissionais e ferramentas capazes de auxiliar no controle e até mesmo na elaboração do processo.

Além disso, é preciso que se tenha um conhecimento intrínseco da legislação vigente, garantindo que os direitos dos profissionais sejam sempre cumpridos.

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